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O que eu faria se fosse o Secretário de Cultura?

Marcos Rocha (Foto: Danilo Coelho, Blog Nossa Vitória)

O que eu faria se fosse o Secretário de Cultura?

O Secretário de Cultura, Marcos Rocha, pode marcar a História dessa cidade. Mas, como assim? Então, sem cobrar um centavo, vou tirar as cartas da manga e ensinar como é que se faz. Veja bem, meu bem, deve-se começar assim:

1. Estudar os aspectos culturais da cidade para não gaguejar feito Paulo Roberto. Isso é muito importante.

2. Ter uma equipe capacitada em Política Cultural e não uma equipe especializada em bandeirinhas de São João.

3. Compreender a importância e o funcionamento do Conselho de Cultura; buscar verbas para o Fundo Municipal de Cultura e, com isso, abrir o 1º Edital Público de Captação de Recursos. Afinal, porque conseguem 3 milhões para o Carnaval e NÃO conseguem 100 mil para UM ANO INTEIRO de Teatro, Música, Dança, Circo, Maracatu, Pesquisa, Formação, Literatura… Porque, porra?! (Desculpem, fico nervoso).

4. LER o Plano Municipal de Cultura e tê-lo como CARTA MÁGNA, afinal, ele foi desenvolvido democraticamente e pela primeira vez na História dessa cidade, temos uma LEI apontando as Políticas Culturais que devem ser implementadas.

Pronto! Doeu? Não. São quatro dicas básicas para um Secretário de Cultura fazer bonito. Os artistas de Vitória de Santo Antão produzem o ano inteiro. Temos uma produção intensa e respeitada. O que nós desejamos? Uma Secretaria de Cultura que aproveite o Conselho, o Plano e o Fundo para fazer um trabalho descente, afinal, nós não vivemos de EVENTOS. Estes são passageiros e caríssimos.

Abaixo, segue um ofício que o Conselho de Cultura protocolou há um mês. Até agora, o Conselho não teve nenhum pronunciamento oficial, segundo Antônio Arnaldo (vice-presidente do órgão). São trinta (30) dias sem nenhum retorno. Absurdo! O que devemos esperar? Nem lhe conto!

OBS.: Na próxima aula, vou ensinar como devemos REUTILIZAR a antiga Estação Ferroviária.

Por Pablo Dantas, que passa a assinar a coluna “Nem lhe conto“, onde abordará assuntos diversos, relacionados à política, cultura, educação, entre outros;

Pablo Dantas é Professor, produtor cultural e ator. Graduado em História e especialista em Cultura Pernambucana. É produtor do Canal Tapacurá; diretor do Programa Marquinho Saile, e membro do Conselho de Política Cultural de Vitória de Santo Antão. Há cinco anos circula pelo Brasil com o grupo de teatro Burrinha da Saudade.

Sobre André Ben

Desde 2013 acompanha as sessões da câmara de vereadores da Vitória de Santo Antão. Já atuou como assessor parlamentar e há 4 anos escreve matérias de natureza política para publicação em blog;

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4 Comentários

  1. Achei o porra desnecessario, no mais tudo pertinente.Pablo é sem duvida um profissional que só agrega o que tem de melhor na cultura popular,mas o que é popular para Pablo senão oferecer projetos de qualidade que qualquer erudito aprovaria.Bom gosto e bom humor é isso que Pablo oferece e se o negócio for enfiar qualquer porcaria goela abaixo ,da já sofrida ,garganta do povo do nem conte com ele.Só tem tu e cace outro.

    • Seu argumento é confuso e irônico. Pensei que ao invés de me criticar você iria propor ou analisar algo.

      Cultura Popular para mim não é “oferecer projetos”. De onde você tirou isso? De uma garrafa de vodka?

      Há nove (09) anos eu vivo por dentro dos terreiros e sempre fui muito bem recebido. Fui bem recebido no Movimento de Teatro Popular de Pernambuco e no Movimento Popular Escambo Livre de Rua (Nordeste). Passei alguns anos na produção do Pastoril Profano do velho Dengoso e hoje sou parceiro da Associação dos Mamulengueiros e Artesãos de Glória do Goitá.

      Em um ponto você tem razão: é necessário muito conhecimento para captar recursos de quase 100 mil reais. Partilho o meu conhecimento em projetos e faço parcerias, sobretudo, com os meus amigos da Cultura Popular. Eles merecem. Me ensinaram MUITO. Inclusive, em breve irei escrever um artigo sobre projetos, editais e captação de recursos.

      E se não gostou do PORRA, vai um PORRA especialmente para você. Um beijo, querida Deuh.

  2. Esse “PORRA” foi pouco!! Tem muita coisa presa na garganta do povo, botem pra fora!!

  3. Verdade, Free!

    E todo “PORRA” do mundo é independente da cor do governo. Faz muito tempo que essa cidade precisa de um agito forte. Uma tempestade. Um tremor de terra. A imprensa está crescendo muito na cidade. Nós dominamos as redes sociais. Estamos em todos os lados. Agora mais do que nunca!

    Somos artistas, professores, jornalistas, produtores etc. Temos o público do nosso lado. Então, vamos!

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